![]() |
|||||
|
Elo
Skate Girls Considerado reduto
masculino, as pistas de skate estão ganhando um pouco mais de charme
com a presença das garotas. Curitiba é sede da primeira
escola de skate feminino do Brasil. |
|||||
|
São as meninas que estão conquistando espaço no skate. Até bem pouco tempo atrás era quase impossível ver garotas andando nas pistas ou nas ruas. O mais próximo que elas chegavam de um skate era na arquibancada torcendo pelos namorados nos diversos campeonatos. Só que elas cansaram de ficar apenas torcendo e decidiram que estava na hora de mostrar que também podem dar show com o carrinho. É claro que a participação feminina ainda é pequena. No Brasil, aproximadamente 3% dos competidores são garotas, mas este percentual esta crescendo a cada dia. Quando elas decidiram encarar um campeonato, o número era muito pequeno, mas hoje já é considerável. Só Curitiba, capital nacional do skate, tem cerca de dezessete skatistas que competem. Foi então que os campeonatos começaram a acontecer com maior freqüência. Hoje, a capital paranaense é a sede da primeira escola de skate feminina do Brasil, a "Elo Skate Girl", fundada e criada há 9 meses por Edilene Ozório, uma das pioneiras no esporte. Edilene, começou a se interessar pelo skate aos 13 anos hoje tem 25 quando ficava observando seus amigos andarem em frente a sua casa. "Eu ficava na rua vendo os meninos andando e achava muito legal. Até o dia em que resolvi tentar. No começo não tinha skate e pedia emprestado. Os meninos achavam um pouco estranho, mas acabavam emprestando", conta a atleta mais conhecida nas pistas como Dinha. "Tive um pouco de dificuldades no início, especialmente quando ia andar no "pico da época", que era o Edifício Castelo Branco, pois o pessoal ficava olhando de forma esquisita, mas consegui superar", conta, lembrando que naquela época o skate era um esporte marginalizado. "Hoje, o skate está tendo o seu reconhecimento. Ganhou status virou mercado", conta Dinha que tem o patrocínio da Drop Sista. No ano passado, Dinha finalizou na terceira colocação do Circuito Paranaense; 3ª colocada no Brasileiro Amador e na 5ª posição da etapa Brasileira do Mundial. Outro destaque é Larissa Carollo, de 18 anos. Ela começou a andar de skate no final de 99, com o incentivo do primo. No mesmo ano, competiu e obteve bons resultados, o que lhe rendeu em patrocínios: Drop Sista e Change Trucks. "Pra mim nunca teve problema, sempre andei com os moleques da minha rua. Os outros é que discriminavam, mas agora, depois dos resultados tá tudo 10", conta a skatista que montou com a ajuda dos pais, uma pequena pista em sua casa para treinar. Larissa é hoje uma das maiores promessas do skate brasileiro e já vem fazendo história pelas pistas e ruas do país. No currículo, inúmeras vitórias como: campeã da etapa do mundial realizado no Brasil em 2000; Vice- Campeã da etapa brasileira do Mundial de 2002; Vice- Campeã no ranking Brasileiro Amador de 2001 e 2002; Campeã Paranaense de 2002. Para as meninas que querem começar no esporte ela aconselha: "Vale a pena. Só não pode desistir por causa de um ou outro tombinho", diz lembrando dos vários acidentes que já teve. Graças a Deus nunca quebrei nada, mas minha canela está sempre roxa. Mas não é por isso que deixo a vaidade de lado". |
|||||
| Elo Skate Girl O "Elo Skate Girl" é a primeira escola de skate feminino do Brasil. As aulas são ministradas pela skatista Edilene Ozório. O projeto tem como objetivo divulgar e desenvolver o esporte entre as garotas. Neste curso, as meninas independente de idade - contam com espaço, infra- estrutura, horário específico e aulas monitoradas. O curso acontece aos sábados, das 10h às 12hrs, na Drop Dead Skate Park (Travessa da Lapa, 231, Centro, Curitiba/tel: 2440885). O que Edilene quer é que este trabalho sirva de exemplos para outras regiões do Brasil. "Tudo isso para que no futuro cresça o número de meninas praticantes do skate", revela. "O skate constrói o caráter da pessoa. A escola é para garotas que querem superar os limites, preconceitos e o nível de competitividade delas", completa, lembrando que nas aulas a pista é exclusiva para meninas.
|
|||||
![]() |
|||||
|
A categoria feminina está em franca evolução e com um futuro promissor. "A cada dia que passa, novas adeptas aparecem. Também os organizadores de campeonatos de skate estão abrindo espaço para essa categoria em seus eventos. Por isso, existem campeonatos com esta categoria nos estados de PE, GO, BA, ou seja, fugindo do eixo Rio - São Paulo Paraná - Rio Grande do Sul, onde o skate está em maior ascensão", revela Ed Scander, organizador de eventos e vice-presidente da CBSK (Confederação Brasileira de Skate). No exterior, as meninas brasileiras que foram já fazem sucesso. "As meninas que foram se deram bem. Não é que as outras não sejam boas, é que as brasileiras têm uma ginga que elas não têm" , revela Larissa Carollo. Lá fora, o maior campeonato se chama "All Girl Skate Jam". Em 2002, além de ser fundada a primeira escola de skate feminino do Brasil, no segundo semestre também foi criado a Associação Brasileira de Skate Feminino (ABSFE). Créditos: |
|||||